Soja: Após altas, preços operam com ligeiras quedas em Chicago

Após as altas registradas na sessão anterior, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves quedas nesta sexta-feira (14). Por volta das 8h19 (horário de Brasília) as principais posições da commodity exibiam perdas entre 2 e 6,50 pontos.

Segundo analistas, apesar das baixas, os fundamentos do mercado são positivos. Frente à demanda aquecida, os estoques norte-americanos estão ajustados. Até o momento, o volume de soja comprometida é de 44,26 milhões de toneladas e a estimativa do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) é de 41,64 milhões de toneladas.

Além disso, há as preocupações com a safra da América do Sul devido às adversidades climáticas. No Brasil, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) já revisou para baixo a estimativa para a safra de soja do país para 85,4 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (13):

Nesta quinta-feira (13), os futuros da soja reagiram na Bolsa de Chicago após três sessões consecutivas de perdas expressivas essa semana. O mercado recuperou o fôlego voltando aos seus fundamentos, principalmente nos estoques norte-americanos que estão historicamente apertados e uma demanda muito forte pelo produto dos Estados Unidos.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou seu novo boletim de exportações semanais e, na semana que terminou no dia 6 de março, as vendas de soja totalizaram 113,5 mil toneladas. Na semana anterior, o volume foi de 772,7 mil toneladas. Da temporada 2014/15, o total das vendas foi de 776,9 mil toneladas e, somado ao total da safra atual ficou acima do esperado pelo mercado, que apostava em algo entre 100 mil e 675 mil toneladas.

Como explicou o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest, com esse volume divulgado nesta quinta, o total de soja norte-americana já comprometida chega a 44,26 milhões de toneladas, contra a última estimativa do USDA de 41,64 milhões de toneladas.

Esses números acabam, ainda como explicou Araújo, mantendo a tendência positiva para os preços, uma vez que reforçam e agravam o ajuste no quadro de oferta e demanda. Além disso, esse é um momento em que o consumo deveria estar se deslocar aos poucos para a América do Sul, como tradicional e sazonalmente acontece.

"O mercado vinha em alta desde 2 de janeiro, em uma tendência altista. Mas os fundamentos não mudaram muito, continuam altistas, mas, há momentos em que os investidores e especuladores, que não lidam com o físico, aproveitam esses momentos para garantir lucros", diz Steve Cachia, analista de mercado da Cerealpar.

Completando o cenário, o mercado passa a observar também a menor safra que virá da América do Sul, principalmente por conta das perdas na produção brasileira em função de condições climáticas adversas. A Conab (Companhia Nacional Abastecimento) reduziu em 5% sua estimativa para a produção, passando de 90,01 milhões de toneladas para 85,4 milhões de toneladas.

"O Brasil terá uma safra menor, os estoques nos EUA estão historicamente apertados e para o quadro ficar baixista são necessários números elevados, porque até a entrada da safra americana em setembro de 2014, a situação da oferta não está confortável, diz Cachia.

Milho - Os preços do milho fecharam o pregão desta quinta-feira (13) em queda na Bolsa de Chicago. As baixas, no entanto, foram pouco expressivas e refletiram um movimento de realização de lucros e também de vendas mais significativas por parte dos produtores norte-americanos.

Segundo analistas, nos Estados Unidos, os agricultores estão procurando aliviar os seus estoques, aumentando suas vendas, além da disponibilidade de milho no mercado e, ao mesmo tempo, se preparando para o plantio da safra 2014/15.

As exportações semanais norte-americanas, das duas safras - 2013/14 e 2014/15 - divulgadas nesta quinta-feira (13) ficaram dentro das expectativas do mercado. O volume total foi de 787 mil toneladas, enquanto se esperava algo entre 500 mil e 1,3 milhão de toneladas.

A demanda ainda forte e expressiva pelo grão norte-americano confirma fundamentos também positivos para esse mercado, ao menos no curto prazo, e também dão suporte aos preços nesse momento, limitando as baixas no pregão desta quinta.

Fonte: Notícias Agrícolas


 
 

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