Com avanço da colheita nos EUA, soja opera em queda nesta 3ª feira

Os futuros da soja operam em queda na manhã desta terça-feira (22) em Chicago. O mercado reflete o primeiro relatório que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou sobre o acompanhamento da safra após a paralisação de três semanas do governo americano.

O departamento norte-americano informou que, até o último domingo (20), a colheita da soja já estava concluída em 63% da área. Em relação ao mesmo período do ano passado, os trabalhos estão atrasados, uma vez que estavam 93% concluídos.

Porém, analistas afirmam que, apesar da pressão do avanço da colheita e da entrada da nova oferta, aliada à evolução do plantio no Brasil e às estimativas de uma produção recorde, os preços ainda encontram suporte na demanda chinesa pelo produto norte-americano. Assim, por volta das 8h10 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos perdiam pouco mais de 10 pontos e os demais pouco mais de 8,50 pontos. O contrato novembro/13, referência para a safra americana, era cotado a US$ 12,92 por bushel.

No caso do milho, o mercado opera sem direção nesta terça. Ontem, o USDA reportou que os trabalhos de colheita do cereal já foram realizados em 39% da área. Porém, em 2012, o percentual de área colhida nessa mesma época era de 85%.

Apesar de os números terem ficado bem abaixo das expectativas do mercado, que apostavam em algo na casa dos 60%, os investidores parecem se manter na defensiva ainda. Por volta das 8h20 (Brasília), o mercado trabalhava em campo misto, com oscilações pouco expressivas.

Soja fecha com alta de dois dígitos e recupera patamar dos US$ 13

A soja fechou os negócios desta segunda-feira (21) com boas altas na Bolsa de Chicago. Os primeiros vencimentos encerraram o dia com altas de dois dígitos e retomaram o patamar dos US$ 13 por bushel. Os futuros do milho também conseguiram fechar do lado positivo da tabela, ao contrário do trigo, que perdeu entre 2,75 e 6 pontos nos contratos mais negociados.

Segundo analistas, o que mais uma vez estimulou o avanço do mercado e ofereceu sustentação às cotações foi o atraso da colheita norte-americana. Ainda com o clima adverso, os trabalhos de campo têm sua evolução prejudicada.

De acordo com Mário Mariano, analista de mercado da Novo Rumo Corretora, em alguns estados importantes do Corn Belt, a previsão do clima frio e de algumas nevascas se confirmou e para essa semana as projeções dos institutos de meteorologia indicam para mais chuvas.

O cenário é preocupante e poderia, não só atrasar a colheita, como também prejudicar a produtividade dos campos norte-americanos, tanto de soja quanto de milho. Nesta segunda ainda, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga seu primeiro boletim de acompanhamento de safra após o fim da paralisação do governo norte-americano e, assim, o mercado deverá conhecer os números reais dos trabalhos de campo e também da atual situação das lavouras.

No entanto, as informações mais importantes sobre a demanda deverão vir no próximo relatório mensal, que será divulgado no dia 8 de novembro. Porém, as vendas dos Estados Unidos dos dias 4 a 24 de outubro serão divulgados pelo departamento no dia 31 deste mês, confirmando, inclusive, os boatos de compras da China nas últimas semanas, que derão suporte aos preços.

Ainda assim, além do atraso na colheita, as informações sobre a demanda para a exportação pela soja dos EUA também tem sido importante fator de alta para os preços. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou, nesta segunda, que os embarques de soja dos EUA totalizaram, na semana que terminou no dia 17 de outubro, 1.614,56 milhões de toneladas, contra 1.291,13 milhão de toneladas. No ano passado, nesse mesmo período, o volume foi de 1.783,73 milhão de toneladas.

"O relatório que é divulgado regularmente às segundas-feiras confirmou o que na semana passada especulou-se bastante: compras da China e de outros países que somaram 1,6 milhão de toneladas registradas para embarque nos próximos dias", disse Mariano. O analista afirma ainda que o avanço do milho também foi justificado pelos números do embarques semanais que totalizaram 819,75 mil toneladas. Já na semana anterior, foram embarcadas 565,71 mil toneladas.

Além disso, o USDA anunciou, também nesta segunda, a venda de 235 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2013/14.

Outro fator que começa a ser cada vez mais observado pelos investidores no mercado internacional é o avanço do plantio da safra 2013/14 na América do Sul. Nessa temporada, afinal, o Brasil deverá passar os Estados Unidos na produção de soja. Além disso, a Argentina já sofre com condições adversas de clima, as quais impedem um bom inicio do plantio.

Uma severa estiagem castiga importantes estados produtores do país e, em alguns locais, o governo já teria decretado estado de emergência. Com esse quadro, somente em duas províncias, as perdas com o trigo já passa dos 100 mil hectares. Havia uma preocupação também com o clima seco em alguns estados, no entanto, nos últimos dias, a semeadura avançou e no Mato Grosso, por exemplo, maior estado produtor brasileiro, o plantio já passa de 30% da área estimada.

Fonte Notícias Agrícolas // Carla Mendes

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/soja/130183-com-avanco-da-colheita-nos-eua--soja-opera-em-queda-nesta-3-feira.html#.UmZ8JpSifpM

 

 
 

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